Os Amigos do Presidente FHC
Reconhecimento e homenagem àquele que foi um dos maiores Presidentes da República que o Brasil já conheceu (deixe seu comentário, ou envie a sua contribuição para osamigosdopresidentefhc@gmail.com)
domingo, 12 de outubro de 2014
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Produção de petróleo cresceu mais na era FHC
Por Henrique Gomes Batista, em O Globo:
Um dos principais temas da reta final da campanha presidencial no segundo turno, a Petrobras apresentou um crescimento na produção de petróleo maior no governo tucano que na atual gestão petista.
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Um dos principais temas da reta final da campanha presidencial no segundo turno, a Petrobras apresentou um crescimento na produção de petróleo maior no governo tucano que na atual gestão petista.
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Tucanos fazem caminhada de apoio a Serra em São Paulo
Por Ardilhes Moreira e Mariana Pasini, no G1:
O governador eleito Geraldo Alckmin reafirmou confiança na vitória de Serra. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também participou do evento.
Os tucanos realizaram na tarde desta sexta-feira (29), na capital paulista, uma caminhada para demonstrar força no maior colégio eleitoral do país. Mesmo sem a presença do candidato José Serra (PSDB), o grupo reuniu militantes e as principais lideranças do partido no estado. O evento terminou pouco antes das 14h, com a execução do hino nacional e discursos do governador eleito Geraldo Alckmin e do atual governador, Alberto Goldman.
Os militantes caminharam desde o Largo de São Francisco até a Praça da República, na região central da cidade. O trajeto foi percorrido em aproximadamente meia hora. No local, o grupo ouviu um discurso de Goldman, que afirmou que Serra será eleito no domingo e que a mobilização desta tarde foi feita por voluntários. "Todo mundo veio voluntário, cada um fez como queria fazer, cada um está vestido de um jeito, não tem uniforme para ninguém", disse.
Antes de deixar a praça, Alckmin conversou com jornalistas e reafirmou a confiança na vitória nas urnas. "Em São Paulo o Serra já ganhou no primeiro turno e nós estamos trabalhando e vamos trabalhar até o último minuto", disse Alckmin. "Acho que todo Brasil vai ser importante, as 27 unidades da federação. Claro que São Paulo, Minas e Rio de Janeiro são estados muito populosos", disse. "Para nós, o que vale é voto na urna, e não pesquisa", completou.
A passeata foi acompanhada por motos da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Pelas ruas, os militantes agitavam bandeiras e distribuíram panfletos. Não foram registrados incidentes.Alckmin ressaltou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acompanhou mais da metade do percurso, mas deixou o grupo no Viaduto do Chá. "Nós demos uma paradinha para tomar um cafezinho, para dar uma acalmada, porque estava meio empurra-empurra", disse.
Campanha 'firmeza'
O governador eleito Geraldo Alckmin reafirmou confiança na vitória de Serra. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também participou do evento.
Os tucanos realizaram na tarde desta sexta-feira (29), na capital paulista, uma caminhada para demonstrar força no maior colégio eleitoral do país. Mesmo sem a presença do candidato José Serra (PSDB), o grupo reuniu militantes e as principais lideranças do partido no estado. O evento terminou pouco antes das 14h, com a execução do hino nacional e discursos do governador eleito Geraldo Alckmin e do atual governador, Alberto Goldman.
Os militantes caminharam desde o Largo de São Francisco até a Praça da República, na região central da cidade. O trajeto foi percorrido em aproximadamente meia hora. No local, o grupo ouviu um discurso de Goldman, que afirmou que Serra será eleito no domingo e que a mobilização desta tarde foi feita por voluntários. "Todo mundo veio voluntário, cada um fez como queria fazer, cada um está vestido de um jeito, não tem uniforme para ninguém", disse.
Antes de deixar a praça, Alckmin conversou com jornalistas e reafirmou a confiança na vitória nas urnas. "Em São Paulo o Serra já ganhou no primeiro turno e nós estamos trabalhando e vamos trabalhar até o último minuto", disse Alckmin. "Acho que todo Brasil vai ser importante, as 27 unidades da federação. Claro que São Paulo, Minas e Rio de Janeiro são estados muito populosos", disse. "Para nós, o que vale é voto na urna, e não pesquisa", completou.
A passeata foi acompanhada por motos da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Pelas ruas, os militantes agitavam bandeiras e distribuíram panfletos. Não foram registrados incidentes.Alckmin ressaltou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acompanhou mais da metade do percurso, mas deixou o grupo no Viaduto do Chá. "Nós demos uma paradinha para tomar um cafezinho, para dar uma acalmada, porque estava meio empurra-empurra", disse.
Campanha 'firmeza'
Perguntado sobre o clima de enfrentamento entre os dois adversários, o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB) disse que os tucanos foram firmes, mas sem exagerar. "Do nosso lado não houve dureza, houve firmeza", disse.
O senador eleito apontou que o partido tem levantamentos que indicariam outro cenário na intenção de voto dos eleitores. "Nossas pesquisas mostram uma diferença bem menor do que essas que são publicadas. A nossa situação no Nordeste melhorou bastante em relação ao primeiro turno. Estou muito confiante", disse. Para ele, os próximos dias devem ser de reflexão para os eleitores. "A campanha está sendo feita agora na campanha dos eleitores. Os eleitores vão ver os dois candidatos e vão pensar bem em quem tem mais condições de dirigir o país", afirmou Aloysio Nunes.
O senador eleito apontou que o partido tem levantamentos que indicariam outro cenário na intenção de voto dos eleitores. "Nossas pesquisas mostram uma diferença bem menor do que essas que são publicadas. A nossa situação no Nordeste melhorou bastante em relação ao primeiro turno. Estou muito confiante", disse. Para ele, os próximos dias devem ser de reflexão para os eleitores. "A campanha está sendo feita agora na campanha dos eleitores. Os eleitores vão ver os dois candidatos e vão pensar bem em quem tem mais condições de dirigir o país", afirmou Aloysio Nunes.
Fernando Henrique encampa passeata pró-Serra e perde sola do sapato no centro de SP
Por Rodrigo Bertolotto, no Uol:
Passeata reúne tucanos no último dia de campanha do segundo turno; veja mais imagens
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou nesta sexta-feira (29), último dia da campanha eleitoral à Presidência, de passeata pela candidatura de José Serra (PSDB), marcada por empurra-empurra nas ruas do centro da capital paulista. Serra não estava presente. Ele se prepara para o último debate televisivo destas eleições, que acontece à noite.
Além de FHC, participaram o governador eleito Geraldo Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab, o senador eleito Aloysio Nunes e o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos, além de artistas como ator Juca de Oliveira e o cantor Eduardo Araújo.
Em meio ao tumulto, FHC perdeu a sola dos sapatos e teve de abandonar a caminhada. Antes, ao ser questionado sobre sua participação na campanha de Serra, afirmou: "durante a campanha eu fiz tudo que o Serra pediu".
Cerca de 3.000 pessoas participaram. O empurra-empurra já começou na largada feita no largo São Francisco, no centro. Faixas se destacavam entre as centenas de bandeiras com rosto e o número do candidato. “Chega de impunidade. Grande buzinaço contra a censura”, dizia um dos cartazes.
Outra das faixas lembrava da polêmica sobre o aborto: “Vote a favor da vida”, com balões saindo das bocas de crianças. Camisetas também traziam a inscrição “o bem sempre vence”, em referência ao slogan “Serra é do bem”.
Às 13h, exata uma hora depois do início da caminhada, o ato terminou na praça da República sem as presenças de FHC, Kassab e Alckmin. Eles já haviam deixado a passeata meia hora antes.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou nesta sexta-feira (29), último dia da campanha eleitoral à Presidência, de passeata pela candidatura de José Serra (PSDB), marcada por empurra-empurra nas ruas do centro da capital paulista. Serra não estava presente. Ele se prepara para o último debate televisivo destas eleições, que acontece à noite.
Além de FHC, participaram o governador eleito Geraldo Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab, o senador eleito Aloysio Nunes e o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos, além de artistas como ator Juca de Oliveira e o cantor Eduardo Araújo.
Em meio ao tumulto, FHC perdeu a sola dos sapatos e teve de abandonar a caminhada. Antes, ao ser questionado sobre sua participação na campanha de Serra, afirmou: "durante a campanha eu fiz tudo que o Serra pediu".
Cerca de 3.000 pessoas participaram. O empurra-empurra já começou na largada feita no largo São Francisco, no centro. Faixas se destacavam entre as centenas de bandeiras com rosto e o número do candidato. “Chega de impunidade. Grande buzinaço contra a censura”, dizia um dos cartazes.
Outra das faixas lembrava da polêmica sobre o aborto: “Vote a favor da vida”, com balões saindo das bocas de crianças. Camisetas também traziam a inscrição “o bem sempre vence”, em referência ao slogan “Serra é do bem”.
Às 13h, exata uma hora depois do início da caminhada, o ato terminou na praça da República sem as presenças de FHC, Kassab e Alckmin. Eles já haviam deixado a passeata meia hora antes.
'Fiz tudo que Serra pediu', diz FHC sobre campanha
Por Daiene Cardoso, no Estadão:
Durante caminhada pró-José Serra (PSDB) nas ruas do centro de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que fez tudo o que o candidato do partido a presidente pediu na campanha. "Tudo o que ele (Serra) pediu, eu fiz", afirmou, ao ser perguntado sobre a participação na campanha tucana. FHC acompanhou a manifestação da militância até o Viaduto do Chá, onde perdeu a sola de um dos sapatos que calçava. Questionado sobre se eram "percalços" da campanha, FHC brincou: "Assim que é bom, gastar sola de sapato."
Fernando Henrique disse também que São Paulo e Minas Gerais são os "fiéis da balança" na disputa presidencial e que Serra tem chances de virar o jogo. "Eu sou sempre otimista. Dá para virar, dá para ganhar", disse Fernando Henrique. O ato segue marcado por tumulto, com disputa por espaço entre os militantes nas vias. A caminhada é liderada agora pelo governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB).
Durante caminhada pró-José Serra (PSDB) nas ruas do centro de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que fez tudo o que o candidato do partido a presidente pediu na campanha. "Tudo o que ele (Serra) pediu, eu fiz", afirmou, ao ser perguntado sobre a participação na campanha tucana. FHC acompanhou a manifestação da militância até o Viaduto do Chá, onde perdeu a sola de um dos sapatos que calçava. Questionado sobre se eram "percalços" da campanha, FHC brincou: "Assim que é bom, gastar sola de sapato."
Fernando Henrique disse também que São Paulo e Minas Gerais são os "fiéis da balança" na disputa presidencial e que Serra tem chances de virar o jogo. "Eu sou sempre otimista. Dá para virar, dá para ganhar", disse Fernando Henrique. O ato segue marcado por tumulto, com disputa por espaço entre os militantes nas vias. A caminhada é liderada agora pelo governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB).
Carta aberta de FHC à Lula
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”. (José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.
“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”. (José Eduardo Dutra)
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
FHC diz que discussão sobre aborto ‘não pode ser eleitoral’
Por Thiago Guimarães, no G1:
Ex-presidente tucano disse que assunto é 'questão de outra natureza'. Ele disse, contudo, ser 'natural' exibir religiosos em propaganda política.
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (18) ser contrário à inclusão de temas religiosos em campanhas eleitorais.
A discussão de cunho religioso sobre o aborto ganhou força no segundo turno da campanha eleitoral, com acusações à candidata Dilma Rousseff (PT) de suposta conivência e mudança de opinião sobre a prática. Dilma e o candidato José Serra (PSDB) afirmam ser contrários à descriminalização do aborto.
Para o ex-presidente, cuja derrota na eleição à Prefeitura de São Paulo em 1985 é atribuída a uma declaração dúbia sobre sua crença em Deus, os países devem enfrentar a discussão do aborto, mas não em campanhas eleitorais. “Acho que a discussão do aborto em todos os países vai ocorrer. É como a questão da droga, não pode ser eleitoral. É uma questão de outra natureza”, declarou FHC, para quem esses assuntos não devem ser “politizados”.
O tucano, no entanto, disse considerar “natural” o uso de depoimentos de líderes religiosos em programas eleitorais. No domingo, o programa de Serra na TV mostrou o depoimento de pastores.
“Os líderes religiosos são cidadãos e têm que conduzir seus seguidores. É normal que assim seja. Tanto ele quanto a Dilma, os dois fazem isso. Outra questão é entrar em debate propriamente religioso”, afirmou FHC, ao chegar a um ato de apoio de integrantes do PV à candidatura de Serra.
Na sexta (15), a campanha da candidata do PT divulgou carta intitulada "Mensagem da Dilma", em que reafirma posições sobre aborto e liberdade religiosa. A ex-ministra disse que o documento dará "instrumentos" aos pastores que apoiam sua candidatura para combater uma "central de boatos".
Já a campanha de Serra produziu 2 milhões de cartões de plástico com a frase "Jesus é a verdade e a Justiça", atribuída ao candidato.
Ex-presidente tucano disse que assunto é 'questão de outra natureza'. Ele disse, contudo, ser 'natural' exibir religiosos em propaganda política.
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (18) ser contrário à inclusão de temas religiosos em campanhas eleitorais.
A discussão de cunho religioso sobre o aborto ganhou força no segundo turno da campanha eleitoral, com acusações à candidata Dilma Rousseff (PT) de suposta conivência e mudança de opinião sobre a prática. Dilma e o candidato José Serra (PSDB) afirmam ser contrários à descriminalização do aborto.
Para o ex-presidente, cuja derrota na eleição à Prefeitura de São Paulo em 1985 é atribuída a uma declaração dúbia sobre sua crença em Deus, os países devem enfrentar a discussão do aborto, mas não em campanhas eleitorais. “Acho que a discussão do aborto em todos os países vai ocorrer. É como a questão da droga, não pode ser eleitoral. É uma questão de outra natureza”, declarou FHC, para quem esses assuntos não devem ser “politizados”.
O tucano, no entanto, disse considerar “natural” o uso de depoimentos de líderes religiosos em programas eleitorais. No domingo, o programa de Serra na TV mostrou o depoimento de pastores.
“Os líderes religiosos são cidadãos e têm que conduzir seus seguidores. É normal que assim seja. Tanto ele quanto a Dilma, os dois fazem isso. Outra questão é entrar em debate propriamente religioso”, afirmou FHC, ao chegar a um ato de apoio de integrantes do PV à candidatura de Serra.
Na sexta (15), a campanha da candidata do PT divulgou carta intitulada "Mensagem da Dilma", em que reafirma posições sobre aborto e liberdade religiosa. A ex-ministra disse que o documento dará "instrumentos" aos pastores que apoiam sua candidatura para combater uma "central de boatos".
Já a campanha de Serra produziu 2 milhões de cartões de plástico com a frase "Jesus é a verdade e a Justiça", atribuída ao candidato.
Em evento com verdes, FHC insinua que Marina Silva apoia Serra
Por Nara Alves, no Ig:
Para ex-presidente, a candidata Dilma Roussef quer o crescimento econômico a qualquer custo
Para ex-presidente, a candidata Dilma Roussef quer o crescimento econômico a qualquer custo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso insinuou hoje que a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, teria preferência pelo tucano José Serra na votação do segundo turno. “Quem é ambientalista, vocês sabem de quem estou falando, sabe que os dois (Dilma e Serra) não são iguais, mesmo que não fale”, disse FHC em referência a Marina Silva.
FHC participou de encontro em São Paulo entre lideranças do Partido Verde de São Paulo (mais o candidato verde derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira) e integrantes da campanha de Serra à Presidência. O ato de apoio ao presidenciável tucano aconteceu no antigo comitê eleitoral de Fabio Feldmann, candidato derrotado ao governo paulista pelo PV. Ontem, Marina Silva e o Partido Verde decidiram que vão se manter independentes na disputa do segundo turno.
Fernando Henrique também criticou a candidata petista Dilma Rousseff por ter, segundo ele, uma visão de “crescimento a qualquer preço”. O ex-presidente defendeu que o PSDB não aprove a mudança no Código Florestal proposta pela base aliada do governo Lula.
Em seu discurso, Serra classificou o apoio do PV de natural, enalteceu a experiência de Feldmann como um exemplo a ser seguido, elogiou Gabeira como o melhor quadro da campanha, chamou a atenção para medidas tomadas pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como “cidade limpa”, criação de ciclovias e ampliação de parques. Elogiou também medidas tomadas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) nas exigências ambientais para a construção do Rodoanel.
Mantendo a linha do discurso verde, Serra também criticou o custo do projeto da construção da usina de Belo Monte no Pará e disse que o governo Lula não investiu em projetos de hidrovias e de matrizes energéticas em hidrelétricas. “Não é por maldade. É por falta de capacidade técnica e executiva”, afirmou.
Serra ainda afirmou que Dilma foi contra a contribuição do Brasil para o Fundo Internacional do Meio Ambiente e que foi ele quem ajudou a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a persuadir o presidente Lula para contribuir com o Fundo.
Além de FHC e Fabio Feldmann, também estavam presentes ao evento o prefeito Gilberto Kassab, o governador eleito por São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o senador eleito pelo PSDB no Estado, Aloysio Nunes Ferreira.
Feldmann destacou que foi um dos fundadores do PSDB, que migrou para o PV em 2005 e deu seu apoio a Serra afirmando que “Dilma tem muita dificuldade de entender o que é desenvolvimento sustentável”.
FHC participou de encontro em São Paulo entre lideranças do Partido Verde de São Paulo (mais o candidato verde derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira) e integrantes da campanha de Serra à Presidência. O ato de apoio ao presidenciável tucano aconteceu no antigo comitê eleitoral de Fabio Feldmann, candidato derrotado ao governo paulista pelo PV. Ontem, Marina Silva e o Partido Verde decidiram que vão se manter independentes na disputa do segundo turno.
Fernando Henrique também criticou a candidata petista Dilma Rousseff por ter, segundo ele, uma visão de “crescimento a qualquer preço”. O ex-presidente defendeu que o PSDB não aprove a mudança no Código Florestal proposta pela base aliada do governo Lula.
Em seu discurso, Serra classificou o apoio do PV de natural, enalteceu a experiência de Feldmann como um exemplo a ser seguido, elogiou Gabeira como o melhor quadro da campanha, chamou a atenção para medidas tomadas pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como “cidade limpa”, criação de ciclovias e ampliação de parques. Elogiou também medidas tomadas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) nas exigências ambientais para a construção do Rodoanel.
Mantendo a linha do discurso verde, Serra também criticou o custo do projeto da construção da usina de Belo Monte no Pará e disse que o governo Lula não investiu em projetos de hidrovias e de matrizes energéticas em hidrelétricas. “Não é por maldade. É por falta de capacidade técnica e executiva”, afirmou.
Serra ainda afirmou que Dilma foi contra a contribuição do Brasil para o Fundo Internacional do Meio Ambiente e que foi ele quem ajudou a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a persuadir o presidente Lula para contribuir com o Fundo.
Além de FHC e Fabio Feldmann, também estavam presentes ao evento o prefeito Gilberto Kassab, o governador eleito por São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o senador eleito pelo PSDB no Estado, Aloysio Nunes Ferreira.
Feldmann destacou que foi um dos fundadores do PSDB, que migrou para o PV em 2005 e deu seu apoio a Serra afirmando que “Dilma tem muita dificuldade de entender o que é desenvolvimento sustentável”.
FHC diz que privatização da Petrobras nunca foi cogitada
Por Nara Alves, no Ig:
Ex-presidente classifica declarações de José Sérgio Gabrielli, presidente da estatal, de ‘eleitoreiras’
Ao chegar hoje ao encontro de lideranças do PV com o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu as declarações dadas ao iG na semana passada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. “(A declaração) só pode ser eleitoreira. Nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobras”, afirmou FHC. Ele disse ser “lamentável que o presidente da estatal, que ademais é mista, se meta na política desta maneira”.
FHC afirmou ainda que as declarações sobre privatização são “injúrias, infâmias e mentiras”. Segundo Fernando Henrique, esta não é a primeira vez que Gabrielli faz esse tipo de comentário. Na quarta-feira da semana passada, o presidente da estatal divulgou nota acusando o governo anterior de fatiar a empresa em várias unidades com a intenção de privtizá-la.
Na sexta-feira, em entrevista ao iG, Gabrielli não só manteve o teor da nota como também detalhou o que chama de “plano de desmonte da Petrobras”. Em sua defesa, Fernando Henrique disse hoje que durante os oito anos de seu governo a empresa “se expandiu”. E lembrou que na juventude defendeu a criação do monopólio do petróleo e que, quando foi presidente, quebrou o mesmo.
“Fui processado, perdi uma cátedra, quando lutava para criar o monopólio do petróleo com meu pai e outros generais. Depois, quebramos o monopólio... E nós transformamos a Petrobras no que ela é hoje, uma empresa que atua globalmente”, disse FHC. O ex-presidente afirmou também que a extração do petróleo aumentou mais depressa no período dele do que no governo Lula.
Ex-presidente classifica declarações de José Sérgio Gabrielli, presidente da estatal, de ‘eleitoreiras’
Ao chegar hoje ao encontro de lideranças do PV com o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu as declarações dadas ao iG na semana passada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. “(A declaração) só pode ser eleitoreira. Nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobras”, afirmou FHC. Ele disse ser “lamentável que o presidente da estatal, que ademais é mista, se meta na política desta maneira”.
FHC afirmou ainda que as declarações sobre privatização são “injúrias, infâmias e mentiras”. Segundo Fernando Henrique, esta não é a primeira vez que Gabrielli faz esse tipo de comentário. Na quarta-feira da semana passada, o presidente da estatal divulgou nota acusando o governo anterior de fatiar a empresa em várias unidades com a intenção de privtizá-la.
Na sexta-feira, em entrevista ao iG, Gabrielli não só manteve o teor da nota como também detalhou o que chama de “plano de desmonte da Petrobras”. Em sua defesa, Fernando Henrique disse hoje que durante os oito anos de seu governo a empresa “se expandiu”. E lembrou que na juventude defendeu a criação do monopólio do petróleo e que, quando foi presidente, quebrou o mesmo.
“Fui processado, perdi uma cátedra, quando lutava para criar o monopólio do petróleo com meu pai e outros generais. Depois, quebramos o monopólio... E nós transformamos a Petrobras no que ela é hoje, uma empresa que atua globalmente”, disse FHC. O ex-presidente afirmou também que a extração do petróleo aumentou mais depressa no período dele do que no governo Lula.
FHC critica debate religioso na eleição presidencial
Por Nara Alves, no Ig:
'Candidatos não devem confundir questões de Estado com questões confessionais', diz ex-presidente
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que participa hoje em São Paulo de um encontro entre integrantes do Partido Verde e o presidenciável tucano José Serra, criticou a inclusão de temas religiosos na campanha eleitoral. “Candidatos não devem confundir questões de Estado com questões confessionais, que são pessoais e não políticas”, afirmou.
FHC saiu derrotado da eleição de 1985, em que disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, em meio ao debate sobre religião. Na época, quando concedia uma entrevista a uma emissora de TV, o então candidato foi questionado se acreditava em Deus. Fernando Henrique respondeu que esta era uma questão de foro íntimo. À frente nas pesquisas, FHC acabou sendo derrotado por Jânio Quadros, cuja campanha explorou a resposta de FHC chamando-o de “ateu”.
Um dos articuladores do encontro de hoje entre Serra e o PV, o ex-presidente afirmou que os dois partidos têm uma ligação histórica. “Fui o primeiro a concordar com o Greenpeace”, disse Fernando Henrique. Questionado sobre a sua ausência nas propagandas de campanha de Serra, o ex-presidente ressaltou que nunca foi cabo eleitoral por achar que isso não é uma função compatível à de um ex-presidente.
'Candidatos não devem confundir questões de Estado com questões confessionais', diz ex-presidente
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que participa hoje em São Paulo de um encontro entre integrantes do Partido Verde e o presidenciável tucano José Serra, criticou a inclusão de temas religiosos na campanha eleitoral. “Candidatos não devem confundir questões de Estado com questões confessionais, que são pessoais e não políticas”, afirmou.
FHC saiu derrotado da eleição de 1985, em que disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, em meio ao debate sobre religião. Na época, quando concedia uma entrevista a uma emissora de TV, o então candidato foi questionado se acreditava em Deus. Fernando Henrique respondeu que esta era uma questão de foro íntimo. À frente nas pesquisas, FHC acabou sendo derrotado por Jânio Quadros, cuja campanha explorou a resposta de FHC chamando-o de “ateu”.
Um dos articuladores do encontro de hoje entre Serra e o PV, o ex-presidente afirmou que os dois partidos têm uma ligação histórica. “Fui o primeiro a concordar com o Greenpeace”, disse Fernando Henrique. Questionado sobre a sua ausência nas propagandas de campanha de Serra, o ex-presidente ressaltou que nunca foi cabo eleitoral por achar que isso não é uma função compatível à de um ex-presidente.
FHC critica Gabrielli por dizer que seu governo preparou privatização da Petrobras
Por Breno Costa, na Folha:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou de eleitoreira a acusação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, de que o seu governo (1995-2002) preparou a privatização da Petrobras.
Segundo FHC, a declaração não tem fundamento. "Nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobras. Eu fui processado, perdi uma cátedra quando lutava pela Petrobras. Depois quebramos o monopólio e mantivemos a Petrobras como uma grande companhia", afirmou o ex-presidente, nesta segunda-feira.
"Nós transformarmos a Petrobras no que ela é hoje", completou o tucano.
O ex-presidente participa em São Paulo de evento organizado pelos ex-candidatos do PV, Fabio Feldmann (SP) e Fernando Gabeira (RJ), em apoio ao presidenciável José Serra (PSDB).
Em entrevista à Folha publicada hoje, Gabrielli afirmou que o modelo de gestão da empresa no governo tucano reduzia a exploração petrolífera, desmembrava a área de refino, inibia investimentos e deixava o custo para a empresa e o lucro para o setor privado.
"A estrutura organizacional, fazendo com que se reproduzisse todo o sistema corporativo dentro de unidades de negócio estanques, exacerbadamente, era preparação clara para uma eventual privatização", afirmou o dirigente, que negou estar atuando em favor da agenda proposta pela candidata do PT Dilma Rousseff.
"É lamentável que o presidente de uma estatal, que é uma empresa mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com infâmias e com mentiras", afirmou FHC.
Questionado sobre o fato de José Serra (PSDB) colocar no seu programa de TV os pastores Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa, FHC afirmou que "todos usam" o mesmo expediente.
"Os líderes religiosos são cidadãos, eles têm que conduzir seus seguidores", disse.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou de eleitoreira a acusação do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, de que o seu governo (1995-2002) preparou a privatização da Petrobras.
Segundo FHC, a declaração não tem fundamento. "Nunca esteve em cogitação a privatização da Petrobras. Eu fui processado, perdi uma cátedra quando lutava pela Petrobras. Depois quebramos o monopólio e mantivemos a Petrobras como uma grande companhia", afirmou o ex-presidente, nesta segunda-feira.
"Nós transformarmos a Petrobras no que ela é hoje", completou o tucano.
O ex-presidente participa em São Paulo de evento organizado pelos ex-candidatos do PV, Fabio Feldmann (SP) e Fernando Gabeira (RJ), em apoio ao presidenciável José Serra (PSDB).
Em entrevista à Folha publicada hoje, Gabrielli afirmou que o modelo de gestão da empresa no governo tucano reduzia a exploração petrolífera, desmembrava a área de refino, inibia investimentos e deixava o custo para a empresa e o lucro para o setor privado.
"A estrutura organizacional, fazendo com que se reproduzisse todo o sistema corporativo dentro de unidades de negócio estanques, exacerbadamente, era preparação clara para uma eventual privatização", afirmou o dirigente, que negou estar atuando em favor da agenda proposta pela candidata do PT Dilma Rousseff.
"É lamentável que o presidente de uma estatal, que é uma empresa mista, se meta na política dessa maneira e com injúrias e com infâmias e com mentiras", afirmou FHC.
Questionado sobre o fato de José Serra (PSDB) colocar no seu programa de TV os pastores Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa, FHC afirmou que "todos usam" o mesmo expediente.
"Os líderes religiosos são cidadãos, eles têm que conduzir seus seguidores", disse.
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